Crise de ansiedade ou ataque cardíaco: como diferenciar?
Sentir o coração acelerado, falta de ar, tontura e uma sensação intensa de medo pode ser assustador. Em muitos casos, pessoas que estão vivendo uma crise de ansiedade acreditam estar sofrendo um ataque cardíaco. Isso acontece porque os sintomas físicos da ansiedade podem ser muito intensos e reais. O corpo entra em estado de alerta, provocando reações que assustam e geram ainda mais medo. Mas afinal: como diferenciar uma crise de ansiedade de um problema cardíaco?
Sthefani Monte
5/30/20262 min read


O que é uma crise de ansiedade?
A crise de ansiedade acontece quando o organismo reage de forma exagerada a uma situação percebida como ameaça — mesmo que não exista um perigo real imediato.
Durante a crise, o cérebro ativa o chamado “modo sobrevivência”, liberando adrenalina e acelerando várias funções do corpo.
Os sintomas costumam surgir de forma intensa e podem incluir:
coração acelerado;
falta de ar;
sensação de aperto no peito;
tremores;
suor excessivo;
tontura;
formigamento;
sensação de perda de controle;
medo intenso de morrer ou desmaiar.
Embora seja extremamente desconfortável, a crise de ansiedade não costuma oferecer risco direto à vida.
O que acontece em um ataque cardíaco?
O ataque cardíaco acontece quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido, impedindo que o órgão receba oxigênio adequadamente.
Nesse caso, trata-se de uma emergência médica.
Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem:
dor ou pressão intensa no peito;
dor que pode irradiar para braço, costas, mandíbula ou pescoço;
suor frio;
náusea;
dificuldade para respirar;
fraqueza intensa.
Em mulheres, os sintomas podem ser mais silenciosos e diferentes do padrão clássico, o que torna a atenção ainda mais importante.
Principais diferenças entre crise de ansiedade e ataque cardíaco
Na crise de ansiedade:
os sintomas podem surgir de repente;
geralmente aparecem junto com medo intenso;
a respiração costuma ficar acelerada;
o coração dispara rapidamente;
os sintomas podem melhorar após alguns minutos ou com técnicas de respiração e acolhimento emocional.
No ataque cardíaco:
a dor no peito costuma ser mais persistente;
pode haver sensação de peso ou esmagamento;
o desconforto pode irradiar para outras partes do corpo;
os sintomas tendem a piorar progressivamente;
não melhoram apenas tentando se acalmar.
O medo aumenta os sintomas
Um dos maiores desafios é que o medo intensifica ainda mais os sinais físicos da ansiedade.
Quando a pessoa pensa:
“Estou morrendo”
ou
“Meu coração vai parar”
o corpo entende isso como mais perigo e libera ainda mais adrenalina, aumentando:
os batimentos cardíacos;
a falta de ar;
a tensão muscular;
a sensação de descontrole.
Isso cria um ciclo muito comum nas crises de ansiedade.
Quando procurar ajuda médica?
Sempre que houver dúvida, principalmente se os sintomas forem intensos, persistentes ou diferentes do habitual, é importante buscar avaliação médica.
Descartar causas físicas é essencial.
Após isso, se os episódios forem recorrentes, a psicoterapia pode ajudar a compreender as causas emocionais e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade de forma mais saudável.
Como a terapia ajuda?
A terapia ajuda a:
identificar gatilhos emocionais;
reduzir crises de ansiedade;
compreender os sinais do corpo;
trabalhar pensamentos catastróficos;
desenvolver técnicas de regulação emocional.
Com acompanhamento psicológico, muitas pessoas conseguem recuperar a sensação de segurança e qualidade de vida.
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